28 de abril de 2010

As Brasílias que poderiam ter sido.

Uma semana depois do aniversário de 50 anos da capital brasileira, venho hoje lhes falar de Brasília.
Brasília dá muito pano pra manga, se é que vocês me entendem. E fico feliz de saber que isso acontece hoje em dia, porque até pouco tempo atrás, criticar Oscar Niemeyer era pena de morte.

Bom, eu não vou criticar o Niemeyer, nem o Lúcio Costa, nem Brasília. Pelo menos não agora.
Hoje vou lhes mostrar três projetos finalistas do concurso para o Plano Piloto da nova capital.

Para quem não sabe o que é um Plano Piloto, neste caso falando de Urbanismo, é o que se refere a planos urbanísticos de uma forma geral, seria então, o desenho da cidade.

Então, o primeiro lugar!
O Plano Piloto que deu origem a cidade que todos nós conhecemos: Brasília.


Primeiro Classificado:



Plano inscrito no Concurso sob o número 22
Arquiteto: Lúcio Costa
Classificado em 1o. lugar
Autor: Lúcio Costa, arquiteto

Lúcio costa é carioca, nascido em 1902. Formado, na década de 20, pela Escola Nacional de Belas-Artes (RJ). Esteve ligado ao ensino, dedicando-se à sua reforma, quando Professor da Escola Nacional de Belas-Artes. Nos anos trinta destacam-se sua atividade no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico nacional, como consultor, seu projeto, em equipe, do edifício-sede do Ministério da Educação (RJ) e o Parque Guinle. Depois de Brasília, destaca-se o plano urbanístico da Barra (RJ). Sua atividade como teórico e planejador urbano foi sempre consagrada como parâmetro da modernização da arquitetura e do urbanismo brasileiro.

observação: Ao contrário do que muitos pensam, Niemeyer não projetou a capital, e sim os edificios dela. O urbanismo da capital foi projeto do arqutieto Lúcio Costa.






Segundo Classificado:



Ney Fontes Gonçalves
Boruch Milman
Plano inscrito no concurso sob o número 2.
Engenheiro:
Boruch Milman
Arquitetos:
João Henrique Rocha
Ney Fontes Gonaçalves
Classificado em 2o. lugar.


A equipe esteve formada unicamente para o plano concorrente. Seus membros, à exceção de Ney Fontes Gonçalves, precocemente falecido, são residentes na cidade do Rio de Janeiro. João Henrique Rocha é carioca, nascido em 1923. Boruch Milman é mineiro de Pouso alegre, nascido em 1926. É formado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do /rio de janeiro, em 1949, mais tarde formado em Engenharia Industrial, pela mesma Universidade, em 1955. A partir de 1966, ocupa cadeira de ensino naquela Universidade, como Livre Docente. Em 1967, adquire o título de doutor em Ciências Físicas e Matemáticas, pela Federal do Rio de Janeiro. Desde 1952, exerce a função de engenheiro, com escritório próprio, havendo se dedicado a projetos estruturais para habitações coletivas, hospitais e indústrias, na sua maioria, par o Rio de Janeiro, Bahia, Espírito Santo e Distrito Federal.






Previa uma cidade governamental com desenvolvimento controlado (máximo de 768.000 hab.) e satélites urbanos cujo crescimento seria de flexibilidade ilimitada. Foi suposto que em 2050 a cidade teria 673.000 habitantes.




Terceiro classificado:


Escritório Técnico Rino Levi
Plano inscrito no concurso sob o número 17
Escritório Técnico Rino Levi
Classificado em 3o. lugar
Autores:
Rino Levi,
Roberto Cerqueira César,
Luís Roberto Carvalho Franco, arquitetos
Paulo Fragoso, engenheiro


Rino Levi era paulista da capital, nascido em 1901 e falecido em 1965. Fez seus estudos superiores na Academia de Belas-Artes de Milão e Escola Superior de Arquitetura de Roma, formando-se em 1926. Inicia usa atividade profissional em São Paulo, com escritório técnico próprio, Rino Levi. À época do concurso era professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Já em 1932 seu escritório adquire renome, com a construção do primeiro prédio de apartamentos de luxo de São Paulo, Columbus. Roberto Cerqueira César é paulista da capital, nascido em 1917. Formado em Arquitetura pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, em 1940, no ano seguinte ingressou ao escritório de Rino Levi, tornando-se seu associado em 1945. É sócio-gerente do mesmo escritório desde 1965, então com nova firma, Rino Levi Arquitetos Associados Ltda. Luiz Roberto Carvalho Franco é paulista de Araras, nascido em 1926. É formado arquiteto pela Universidade Mackenzie(SP), em 1951, e pós-graduado em "Metadesign" pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, em 1965. Foi arquiteto do escritório Rino Levi desde 1951. É seu diretor desde 1965.





O projeto de Rino Levi previa bairros verticais com torres de cem andares ou 300m.






“Brasília é construída na linha do horizonte. – Brasília é artificial. Tão artificial como devia ter sido o mundo quando foi criado(...)
– Eu sei o que os dois(Lucio Costa e Oscar Niemeyer) quiseram: a lentidão e o silêncio, que também é a idéia que faço da eternidade. Os dois criaram o retrato de uma cidade eterna. – Há alguma coisa aqui que me dá medo. Quando eu descobrir o que me assusta, saberei também o que amo aqui." Clarice Lispector.



e FIM.




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Gabriela de Matos.

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